Buenas!
Já estava mais do que na hora de dar uma passada por aqui, reconheço. Sem mais demora, vou apresentar minhas justificativas, dar um aviso e fazer breves comentários sobre a semana.
Não tenho certeza se já comentei aqui antes, mas estou no último ano do ensino médio, e isso significa passar no vestibular. O último semestre, portanto, é a reta final da minha saga de 15 anos frequentando a escola, e estou totalmente sem tempo pra nada que não seja estudar! Atribuo a isso, então, minha ausência… Perdão
Não deixarei de postar, mas não vai ser com tanta frequência.
Vamos ao que interessa!
Passar 40 dias fora do Brasil de férias é realmente férias. Férias totais do Brasil, do mundo. Dias agitados e a limitação finandeira não nos permitem entrar em contato com o mundo assim, tão facilmente. Telefonar, só aos domingos. Internet, então, é uma regalia! Cada um por si, pagando o custo.
Jornais, revistas, telejornais, rádio, todos completamente incompreensíveis. Nem conversa de elevador, corredor, metrô (tudo ô), nadica de nada. Alemão não é fácil, po! Ao passar pelas bancas de jornais dá aquela agonia, aquela sede do saber. As únicas coisas compreensíveis são as fotos, que nos deixam mais curiosos ainda. O legal é aquela brincadeira de adivinhar o-que-tá-escrito-ali?, será que a notícia é boa ou ruim.
Enfim, passei 40 dias sem escutar um “piu” sobre política, economia, novela, fofoca, nada, e ao chegar recebi um impacto, um turbilhão de notícias! Demorei um pouco pra processá-las, e confesso que ainda nem dei atenção pra algumas coisas.

Suine flu
A histeria da gripe suína me surpreendeu, pois quando deixei o Brasil haviam poucos comentários e menos ainda noticiários na TV. Mais que surpresa, no entanto, todo esse exagero com relação à gripe me rendeu gargalhadas. Principalmente porque até eu mesma cheguei a ficar, por alguns dias, realmente preocupada com a doença.
O voo pra Belém, então, foi o mais hilário. Várias pessoas usando máscaras e, pior, forçando criancinhas a usarem também, máscaras que eram maiores do que seu próprio rosto. E a criança tirava, e a mãe colocava, na esperança de que aquele fino pedaço de pano cheio de furinhos ia intimidar o vírus, microscopíssimo, poderoso, turbinado, e cheio de si. Claro que sim! O Sr. Vírus Suíno não ia ter a coragem e audácia de ultrapassar aquela máscara de algodão, totalmente letal à ele.
Chegando à Belém, na escola… Que surpresa MESMO que eu tive! Como aquelas pessoas ficaram TÃO higienicas!!
Horário de entrada, banheiro lotado e fila pra lavar as mãos, e fila pra passar o álcool gel disponibilizado pela escola. Intervalo de aula, de novo. Na sala de aula, o cheiro de álcool é tão intenso que acho que ando ficando embriagada durante as aulas.O que deveria ser uma medida preventiva virou uma obcessão em massa. O povo exagera. Pelo menos não ficaram mais porquinhos com a histeria da gripe suína. (Sacou, sacou?)
Mas ainda não cheguei aonde queria!
Com o fechamento da Revista da Semana, passamos a receber a assinatura da Veja… Gente! Quando peguei as últimas edições pra olhar, fiquei pasma!

Veja: decadência de conteúdo
COMO essa revista está decadente! A que mais me deixou boquiaberta foi a do dia 15/07/09, que teve como matéria de CAPA “A geração sem idade”. Que que isso, minha gente?! A revista veio recheada com uma matéria totalmente fútil, pobre, supérfala, com afirmações cientificamente erradas de “crença popular”, vazia, xoxa, b-r-o-x-a-n-t-e… resumindo: ridícula. Uma matéria que mostrava relatos da socialight do centro-sul brasileiro sobre como “emgracer e ser saudável”. Fala sério! Me senti lendo a Capricho, Contigo!, sei lá. Sem contar as outras edições: “Sozinhos.com”, “Eles venceram” que fala sobre animais domésticos superfaturados pelas famílias de classe média e alta do país com 47,4 milhões de habitantes que não ganham o suficiente para comer, “Enfim, um herói” que fala sobre algum campão de natação brasileiro, fala sério, é muita falta de conteúdo ficar bajulando um esportista como outro qualquer na capa da revista; “PMDB” alguma matéria altamente tendenciosa da revista e, por último que vocês já devem estar cansados, uma matéria de capa sobre Michael Jackson. Desespero por vendas? Só pode, pra apelar pra isso, né!
E o pior de tudo: elaboradores de provas da Universidade Federal do Pará adoram a Veja. Sou obrigada a ler essa privada de letras, toda semana.