Publicado por: pitocoviajante | janeiro 25, 2010

UHE de Belo Monte revolta indígenas do Pará e Mato Grosso

Artigo de Nelson Tembra from EcoDebate

[EcoDebate] O megaprojeto do governo é “empurrado goela abaixo” e poderá mudar o modo de vida de povos indígenas da Amazônia. Mas ninguém se importa em consultá-los. Para piorar as coisas, o Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, aquele que em época de eleições promove, facilita ou viabiliza a exportação da pobreza do Maranhão para o Estado do Pará nos trens da Vale do Rio Doce, ofendeu os grupos com declarações no mínimo racistas. Lobão afirmou “que vê ‘forças demoníacas’ que impedem a construção da hidrelétrica”. Acho que ele anda lendo os artigos do economista paraense Armando Soares, semanalmente publicados em espaço nobre de “O Liberal”.

No dia 28 de outubro de 2009, um encontro histórico reuniu quinze povos indígenas no Mato Grosso. Diversos representantes do governo foram convidados para explicar o projeto e se retratar das declarações ofensivas. Mas ninguém do governo apareceu. Por isso a voz dos índios teve que ser levada para ser ouvida em Brasília.

Continuação: UHE de Belo Monte revolta indígenas do Pará e Mato Grosso, artigo de Nelson Tembra


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Publicado por: pitocoviajante | janeiro 10, 2010

Proposta: Incentivar A Coleta Seletiva No País – Cidade Democrática

Publicado por: waldircardoso | janeiro 7, 2010

Problema: Falta de Ciclo-faixas. – Cidade Democrática

Publicado por: pitocoviajante | dezembro 15, 2009

Dilma: vergonha alheia!!

14/12/2009 às 19:58

"Ih, falei merda de novo..."

Ministra Dilma comete ato falho na COP

Mal começou a repetir os pontos principais que devem guiar a posição brasileira nesta semana decisiva de negociações e a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, cometeu um ato falho que deve ter feito Freud se revirar no caixão.

Em meio ao texto que lia, ela soltou: “o meio ambiente é uma ameaça ao desenvolvimento sustentável” – e não corrigiu. De que desenvolvimento sustentável ela devia estar falando?

A ministra também combateu a ideia, apresentada tanto por Marina Silva quanto por José Serra, de que o Brasil poderia colocar um bilhão de dólares no fundo internacional e constranger os países ricos. Para Dilma Roussef, um bilhão não é nada perto do montante calculado como necessário pelo Banco Mundial e pelas Nações Unidas.

Ela voltou a insistir no princípio das responsabilidades históricas e no fato de que a contribuição a um fundo de adaptação por parte dos países em desenvolvimento deve ser voluntária e posterior.


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Publicado por: pitocoviajante | dezembro 13, 2009

Diogo Mainardi

Caduco

Quando falo que não gosto da Veja, alguns me olham torto e até eu chego a pensar que ela pode não ser tão ruim. Mas este Diogo Mainardi sempre  me faz enxergar o contrário.

Abro o jornal liberal desse domingo e dou de cara com a foto dele, no Reporter 70.

“Se os metereologistas cometem erro de um dia para o outro, como posso confiar em seus prognósticos para 2050?”

Seria uma frase aceitável se fosse proferida de alguém que não tem o ensino fundamental ou o ensino médio, ou simplesmente uma pessoa alienada.

Um cara que escreve na Veja deveria pelo menos ter uma noção de que a metereologia tem cerca de 97% de acertos em previsões para até 3 dias. E que quando há algum engano, são para pancadas de chuva, rajadas, eventos simples. Saberia que a metereologia dificilmente erra na previsão de eventos climáticos de grande magnitude, como um terremoto, tsunami, furacão. Saberia que fica cada vez mais difícil entender o clima, quando o aquecimento global está tirando os fenômenos climáticos de linha. Enchente no nordeste, seca na Amazônia (só deveria acontecer a cada 50 anos), dentre outros.

Como confiar em um colunista desses?

Publicado por: pitocoviajante | dezembro 8, 2009

Terceiro julgamento do assassino de Dorothy Stang

Eu, David Stang e amiga.

Amanhã, 10/12, acontecerá o terceiro julgamento do assassino de Irmã Dorothy. Fiquei sabendo que seu irmão, David Stang, chega em Belém esta tarde para acompanhar o julgamento.

Hora: 7:30h, abertura com celebração inter-religiosa, seguida de ato político e artístico

Local: TJE do Pará (Praça Felipe Patroni – Cidade Velha)

Organização: Comitê Dorothy

A foto acima foi fruto de uma das maiores coincidências da minha vida. Dá pra perceber, pelo meu crachá, que a foto é de janeiro/09, no Fórum Social Mundial. Papai veio me buscar cedinho em casa pra irmos para a UFPa. No caminho, quase chegando no Guamá, eu, apaixonada por velhinhos, enxergo esses dois caminhando lentamente. Dois velhinhos indefesos andando sozinhos em pleno guamá!!!!! Pedi pra parar o carro na hora e ofereci carona para eles! Umas palavrinhas em inglês e eles já estavam no carro. A conversa durou pouco, e no final do percurso descobrimos que ele era David Stang, irmão de Dorothy. Peguei umas dicas sobre alimentação saudável e ainda consegui uma foto.

Estou torcendo para que dê tudo certo nesse julgamento. Essa coisa que eu não consigo chamar de ser humano, Rayfran das Neves, deve ser punido. Se conseguissem, poderiam também ensinar pra essa coisa algo sobre: solidariedade, amor, paz…

Tenho guardadas as imagens do documentário “Soja – em nome do progresso.”. Tristeza e revolta ao mesmo tempo.

Publicado por: pitocoviajante | dezembro 7, 2009

Relato sobre ENEM

Bom dia!

Cá estou eu, novamente, roubando um tempinho do meu horário de estudo. Que não seja em vão.

Vim para compartilhar com vocês um relato que ouvi ontem, de uma estudante sobre o ENEM.

O novo exame que avalia a qualidade do ensino médio no país já perdeu aquele, digamos que, prestígio. No meio do ano, quando foi anunciado, não se falava em outra coisa na escola. Gerou falsas esperanças. Hoje a maioria dos alunos está desiludida. Um número considerável de estudantes não foi fazer a prova, inclusive eu.

Motivos que contribuíram para minha desistência:

1) Foram dois dias de prova, cada uma com 90 questões. Mais uma redação. Só 4h30 de prova. Estou acostumada com o modelo da UFPA, 50 questões em 5 horas de prova.

2) O horário. Como não participamos do horário de verão, a prova começou 12h aqui em Belém. Horrível esse horário…

3) O determinante, pra mim: o questionário sócio-econômico. Mais de 200 perguntas sobre a nossa vida. Para refazer no novo cartão de inscrição. Aí é pedir demais…

Esses são alguns dos motivos mais comuns. Mas ontem, ouvi mais. Uma conhecida deixou de ir fazer a prova no segundo dia porque seu local de prova era em Marituba. Não sei se aconteceu algum erro por parte da organização, mas ela mora no centro de Belém.

Outra pessoa me ligou, dizendo que agradecia muito aos pais por poder estudar numa escola particular. A escola em que ela foi fazer a prova era horrível, de acordo com suas palavras. Nas salas, um “calor infernal”. Os poucos ventiladores trabalham preguiçosamente, e só ventilam quem senta logo abaixo deles. As carteiras são molengas. Segundo ela, ficou tensa a prova inteira, tomando cuidado para não se mexer, com medo de cair. O acesso às salas de aula são corredores estreitíssimos, com paredes de cimento cru, a céu aberto e o chão é de terra batida.

Ela estava assustada com as péssimas condições da escola, e eu fiquei também. A maioria das pessoas ignora essa realidade. Apesar de tão próxima de nós, a qualidade deplorável da educação é ofuscada por tantos outros problemas, como o caos na Saúde, os escândalos da corrupção e dos prefeitos criminosos (vocês entenderam… Duciomar).

A educação, que é a base do desenvolvimento da sociedade, portanto, do país, foi deixada de lado. Displicentemente esquecida.

O Brasil está em pleno crescimento econômico. Mas de que adianta esse “crescimento” que os políticos tanto enchem a boca pra falar, se não há o crescimento humano?

Publicado por: pitocoviajante | dezembro 3, 2009

Complemento

Olha que coincidência! No mesmo dia que postei “Andando por Belém” saiu uma reportagem sobre o mesmo assunto na televisão. Não pude ver (estava na aula, pra variar…),  mas recebi uma ligação da @Wirnac. Eles informaram o número do disk denúncia: 3039-3707

Encontrei mais uma brecha no horário de estudo e saí em busca do código de postura do município. Com uma ajudinha do @victor_picanco, encontrei.

Segue o trecho mais importante. Agora, ando munida com a lei. :)

CAPÍTULO II
DA HIGIENE DOS LOGRADOUROS E VIAS PÚBLICAS

Art. 29. É dever de todo cidadão respeitar os princípios de higiene e de conservação dos logradouros e vias públicas.

Art. 30. Nos logradouros e vias públicas é defeso:
I – impedir ou dificultar a passagem de águas, servidas ou não, pelos canos, valas, sarjetas ou canais, danificando-os ou obstruíndo-os;
II – impedir a passagem de pedestres nas calçadas, com construção de tapumes ou depósito de materiais de construção ou demolição……….tabuleiros, veículos ou qualquer outro corpo que sirva de obstáculo para o trânsito livre dos mesmos.
a) é defeso também transformar as calçadas em terrace de bar, colocação de cadeiras e mesas.
(…)

CAPÍTULO III
DA POLUIÇÃO SONORA

Art. 63. Para impedir ou reduzir a poluição proveniente de sons e ruídos excessivos, incumbe à administração adotar as seguintes medidas:

VI – disciplinar o horário de funcionamento noturno de construções;

Publicado por: pitocoviajante | dezembro 1, 2009

Andando por Belém

Olá! Faz tempo que não apareço. Estou passando por um turbulento período pré-vestibular, mas não pude deixar de postar hoje.

Há meses venho cultivando uma ira mortal contra as construtoras em Belém. Dependente do transporte público, passei a caminhar mais pela cidade e descobri que isso não é uma tarefa fácil. Quem não tem carro sabe: caminhar pelas calçadas de Belém é uma aventura perigosa, que pode custar-lhe a vida ou um ligamento, como é o meu caso.

Placon Engenharia proíbe você de passar

Os desníveis na calçada são mais famosos. Uma acirrada disputa acontece em silêncio entre os moradores da capital paraense. Quem constroi uma casa ou muda-se reconstroi a calçada em frente a sua casa, o mais alto que seu salário permitir. O reflexo está nas ruas. A sensação é de estar ora subindo ora descendo uma interminável escada. Todos os pedestres são prejudicados, sem falar de idosos e deficientes físicos.
Há três anos, caminhava para casa e sofri um pequeno acidente por causa desses degraus nas calçadas. Pisei em “falso” e acabei rompendo um ligamento e sofro com isso até hoje. Salto alto? Só em ocasiões ultra-especiais.

Anda-se em “zigue-zague” na Boaventura da Silva.

O que me deixa mais indignada, no entanto, são as malditas construtoras. Leal Moreira, Ckom, Status/InPar, Plancon são as que eu me lembro agora. Malditas, que erguem gigantes monstros luxuosos para a classe média refugiar-se. Constroem sem respeitar vizinhos, pedestres, o Meio Ambiente, a mãe, o pai. O ruído dos tratores, martelos, serras, brocas é infernal. Não têm limites. Começam 7h da manhã e não param nem na hora do almoço.

Impossível transitar

Pedestre é obrigada a caminhar entre carros na Mundurucus

Entulham a calçada com areia, tijolos, seixo e outros materiais da construção. Como se não bastasse, caminhões de cimento e de transporte de materiais estacionam em fila dupla ao longo de, pelo menos, metade quarteirão. A rua fica completamente congestionada, com uma só pista livre para o fluxo. E o mais grave e importante, o pedestre não tem por onde passar. Tem três opções não muito agradáveis.

1) Passar por cima do amontoado de areia;

2) Arriscar passar entre o caminhão e o intenso fluxo de carros e

3) Atravessar a rua no meio do quarteirão.

Otis e Eliane

Otis e Eliane, desrespeitando o cidadão na Boaventura

A foto acima foi tirada por mim ainda a pouco, por volta de 14h10. Na Boaventura da Silva, bairro Umarizal, anda-se em zigue-zague. Saindo do perímetro entre 14 de março e alcindo cacela, existem nada menos  5 construções entulhando lixo, materiais e caminhões na calçada e no meio da rua. Para continuar o percurso, precisei atravessar 3 vezes na metade do quarteirão.

Caminhar pelas calçadas de Belém é uma aventura perigosa

Tentei bater um foto da lady no carro, mas não consegui

Fiquei realizada ao ver o engenheiro responsável pela obra que está acontecendo no antigo Twist Burger. Perguntei a ele: “Como o sr. espera que eu passe em segurança, já que a calçada está ocupada pelo seu entulho?”.
O engenheiro, que aparentava 45 anos, estava bem vestido e me não me respondeu de acordo com sua vestimenta. Disse-me que poderia passar ao lado dos carros. Respondi que era perigoso, e ele retrucou, já impaciente, que eu deveria escolher se morreria com um tijolo na cabeça ou atropelada. Retornei a pergunta a ele. Sem reação nem argumentos começou a me insultar, contando com a ajuda de uma bela senhora, também muito bem vestida, dentro de um luxuoso carro. Perguntaram se eu era estudante de Direito e disseram que eu estava muito “revoltada”. Adorei!
O engenheiro e a lady falavam argumentos que iam de  “mal amada” a “gorda e baleia”. Ótima posição. Dá até gosto de dialogar assim. Esses são os profissionais paraenses, a classe média que frequenta a Assembleia Paraense e que compra no Shopping Boulevard.

Isso é Belém, Pará, Brasil.

Quem tiver casos parecidos com o meu, não heiste em contar. :)

Publicado por: pitocoviajante | agosto 30, 2009

Feliz aniversário

O Jornal Pessoal de Lucio Flavio Pinto completa 22 anos nesta quinzena. Parabéns!

O autor do JP faz reflexões sobre o jornal, e se indaga se “já está na hora de encerrar a sua carreira” ou “se ainda tem importância para a formação da opinião pública”. Eu acho que foi só um charminho da parte dele!

Nesta quinzena, a capa do JP vem com um texto sobre os grandes projetos implantados na Amazônia a partir da década de 1970. Tudo a ver com o coteúdo programático do vestibular! Maravilha.

Lúcio foi citado na sessão Rosa dos Ventos, na revista CartaCapital, como um “exemplo de jornalismo independente”, que falta no Brasil.

Lúcio Flávio, obrigada. E até dia 13 de setembro, na palestra “Geopolítica na Amazônia”.

P.S.: Queiram perdoar, mas o vestibular está dominando minha mente.

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